Entrevista com Sérgio de Vasconcellos-Corrêa
- Jéfrey Andrade
- 5 de jul. de 2021
- 17 min de leitura
A presente entrevista foi realizada de maneira estruturada por e-mail, para compor anexo de minha dissertação de mestrado intitulada "A criação da performance da Sonatina de Sérgio de Vasconcellos-Corrêa: Uma abordagem analítica, técnica e interpretativa.
Como se deu o contato inicial para compor para violão? Houve alguma encomenda de obra ou algum contato com alguém em especial? Você tinha algum contato com o instrumento ou precisou de algum estudo para entender o que iria “funcionar” idiomaticamente ou não para o violão?
Na época em que ministrava aulas no Conservatório Paulista de Canto Orfeônico, fiquei conhecendo e tornei-me amigo do compositor Elpídio dos Santos. Para quem não conhece, Elpídio foi um importante criador de canções populares nascido em São Luiz do Paraitinga e foi o autor da música de vinte e cinco filmes do Mazzaropi. Muito bom violonista, vivia pedindo para que eu escrevesse alguma coisa para violão. Acontece que eu não sabia praticamente nada sobre o instrumento - a não ser a afinação – e levei algum tempo para me resolver a atender o pedido do amigo. A ideia, porém, ficou na cabeça. Nesse interim, certo dia em que fui a editora RICORDI, lá encontrei o grande mestre do violão Isaias Savio, não tive dúvidas, fui até ele e pedi que me orientasse no sentido de, não sendo eu violonista, o que deveria fazer para escrever para o seu instrumento. Ele tranquilamente me perguntou qual era o meu instrumento. Ao saber que eu era pianista disse: “Meu jovem, (na época eu era jovem) tudo o que você conseguir tocar com a mão esquerda, no piano, pode escrever que o violão aceita”. A partir daí, além de seguir a sugestão do Mestre, desenhei numa cartela de cartolina o braço do violão, com as mesmas dimensões e escrevi em cada traste o nome dos sons correspondentes e juntei o ensinamento do Mestre Isaias com a minha planta e passei a escrever. Ao terminar a minha primeira Valsa pedi ao Elpídio que a dedilhasse e como ele havia sido o incentivador dessa proeza dediquei-lhe a peça. Uns dois meses depois Elpídio apareceu em minha casa na companhia de um rapaz, que depois fiquei sabendo, era seu aluno e este tocou a Valsa para que eu a escutasse. Disse que pediu ao aluno para estudá-la para que eu percebesse que se um aluno podia tocá-la e porque não havia mistério em escrever para violão.
Algumas de suas obras para violão estão publicadas com digitação do Henrique Pinto. Como se deu esse contato e interação durante esse processo?
Meu contato com Henrique Pinto vem de longa data, ou seja, desde a nossa juventude, quando eu queria ser pianista e ele violonista. Posteriormente viemos a trabalhar nas mesmas escolas de música e nossa amizade continuou sempre muito estreita, portanto, nada de estranho no fato de solicitar a ele que dedilhasse algumas de minhas peças para violão, pois como pianista, meu conhecimento com o instrumento era apenas teórico e não prático.
Em alguma das composições para violão houve algum tipo de contribuição de algum intérprete com respeito à tocabilidade, idiomatismos ou demandas técnicas?
a) Quanto à “tocabilidade”, apenas uma vez isso aconteceu. A seguir narro o fato.
Quando meu aluno do Curso de Canto Orfeônico, Elpídio dos Santos, me pediu que escrevesse uma peça para violão fiquei temeroso e completamente desorientado sobre as possibilidades de execução. Um dia, estando na minha editora, a Casa RICORDI, encontrei com o grande Mestre Isaias Sávio, que já conhecia a muito tempo, e pedi a ele esclarecimentos sobre as possibilidades de execução da mão esquerda. Ele, simpático e prestativo me disse o seguinte - que a princípio me pareceu um chiste – “Você é pianista, não é? Então, tudo o que você puder tocar com a mão esquerda no piano, o violonista também poderá tocar no violão”. Esse conselho me valeu muito, pois, embora certas posições no piano não sejam possíveis, ou fáceis, no violão, permitiram que eu escrevesse a minha primeira Valsa Choro que acabei dedicando ao “Elpídio dos Santos”.
Quanto aos demais aspectos que você enumerou – idiomatismos, demandas técnicas, ou quaisquer outros procedimentos, jamais deixou que interferissem na composição.
Como sou um compositor que valoriza a polifonia e julgo o excesso de acordes empobrecedores do teor musical, muitas vezes sinto que os violonistas não acostumados ao contraponto, por dificuldades técnicas ou por preferirem obras menos complexas, acabam por rejeitar o que escrevo, sem ao menos dedilhar um ou dois compassos.
b) A minha principal preocupação é quanto à emotividade, a procura pela perfeição formal, a busca de uma linguagem que represente o que sou, como sou e de onde sou.
Fale sobre o contexto em que a sua Sonatina para violão solo foi criada, sobre o processo de composição, se houve alguma inspiração ou influencia para compor, enfim, qualquer tipo de informação que possa colaborar ao entendimento global dessa obra.
A Sonatina para violão surgiu bem depois. A Valsa foi escrita em maio de 1959 e a sonatina em maio de 1973, portanto quatorze anos depois. Nesse meio tempo fui tentando aperfeiçoar a minha técnica através da transcrição de algumas peças originais para piano, e compondo outras de pouca dificuldade, como é o caso da CANTILENA (1960), da canção EU CANTADOR para voz e violão (1967), do ACALANTO (1968), da CANTIGA para voz e violão (1968), e para voz, flauta e violão (1969), do CHORA MANÉ, NÃO CHORA para voz e violão (1968), do EU CANTADOR, para voz, flauta e violão (1968). Em 1971 escrevi uma MODA para violão, até achar-me capacitado a escrever algo de maior envergadura, a SONATINA.
Quanto ao contexto, inspiração, influência ou qualquer outro tipo de interferência, devo dizer que: O CONTEXTO foi a minha atuação como professor de composição no Conservatório Musical “Brooklin Paulista”, pois, entre meus alunos estavam, nada menos do que Paulo Porto Alegre, o Mário David Frungillo, violonistas, sendo que este último foi durante muitos anos percussionista da Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo e Fábio Mechetti, que além de assistente de Rostropovitc nos Estados Unidos é o atual Regente da Orquestra de Belo Horizonte.
Já a INSPIRAÇÃO, como é voz corrente, entra com uma parcela muito diferenciada do que é comum imaginar-se. Posso dizer que a “inspiração” nada mais é do que um daqueles raros momentos em que tudo o que pretendemos fazer, dá certo. O mais é trabalho, trabalho, trabalho.
A INFLUÊNCIA pode ser sentida em toda a obra. Ela provém das minhas raízes. Ao contrário de muitos artistas nascidos no Brasil, mas, que se sentem mais atraídos por tudo que vem de fora, eu sou visceralmente brasileiro e paulista, como você poderá notar em toda a obra e principalmente no terceiro movimento, o mais paulista dos três.
Talvez não lhe passe despercebida a escrita extremamente polifônica, que é muito rara nas obras para violão. É a única fonte não brasileira do meu trabalho de compositor que como músico reconheço em J.S.Bach, a fonte folclórica universal, como dizia o nosso Villa-Lobos.
A fim de traçarmos um perfil biográfico, o senhor poderia detalhar sua trajetória desde o seu início na música, sua formação, atuação, prêmios, quantidade de obras compostas etc?
1. Perfil biográfico
Desde pequeno (a partir dos sete anos, mais ou menos) sentia muita atração pela música, pelo desenho, pela leitura e pelo esporte. Pela música, por ouvir diariamente através do pequeno rádio do qual saiam as vozes e os sons das novelas que minha ouvia, enquanto aguardava a chegada de meu pai que vinha do trabalho, ficando fascinado por uma orquestra que só muito tempo mais tarde vim a saber tratar-se da “Dança das Horas” de Ponchielli.
Esse estímulo levou-me a aprender, sozinho, a tocar uma gaitinha de boca e depois pandeiro.
Pelo desenho, por pequenos estímulos e orientações do meu avô paterno, o que levou a desenvolver certa habilidade para desenhar caricaturas. As primeiras vítimas foram alguns professores das escolas por onde passei.
Pela leitura pelo fato de meu pai presentear-me constantemente com livros, logo após eu ser alfabetizado, proporcionando-me o contato com a melhor literatura infantil do momento como; “As Aventuras de Tibicuera” (Érico Veríssimo), a coleção do “Sitio do Pica-Pau Amarelo” (Monteiro Lobato), “A Volta ao Mundo em oitenta dias” (Júlio Verne).
Durante o primeiro ano do curso primário, ao estudar uma lição que trazia os versos de um desafio entre dois cantadores, inventei uma melodia simples para esses versos que só muitos anos mais tarde, vieram a ser registrados na pauta.
Este introito me leva a dizer que, apesar de demonstrar essas aptidões e pedir constantemente a meu pai para estudar piano, ele pensava que essa vontade era devida ao fato de que, na rua na qual morávamos (Rua Martin Afonso, no bairro do Belém em São Paulo), havia, na época, nada menos do que doze pianos, que vários “amiguinhos e amiguinhas” de folguedos estudavam. Pensando tratar-se de “coisa de criança”, só depois de muita insistência, aos doze anos, fui iniciar o estudo da música.
Quando isso aconteceu, um rapaz bem mais velho do que eu, de nome Gilberto Canavarro, estava concluindo o seu Curso de professor Piano no Conservatório do Maestro João Baptista Julião e era um ótimo interprete de Herivelto Martins, do qual chegou a gravar em LP de 10 polegadas que, infelizmente não chegou a ouvir, pois faleceu de um enfarto fulminante. Com ele estudei por apenas um mês.
Por sorte e pela bondade dos pais de uma dessas “amiguinhas” que estudava o instrumento me foi oferecida a oportunidade de estudar com a professora dela, Dona Ilíria Serato, ex-aluna do grande Mestre italiano Agostino Cantú, podendo praticar no piano da família por uma hora, todos os dias da semana. No entanto, foi por pouco tempo, pois, um dia, a professora me perguntou, por que ao invés de estudar eu ficava brincando no piano. Levei um susto e disse que eu não estava brincando e sim “inventando” umas musiquinhas. Ela, dotada de sabedoria difícil de encontrar, ao invés de me repreender, passou a orientar-me por meio de seu pai, um velho músico de banda italiano que era compositor. Logo meu pai percebeu que essa história de estudar piano não era “coisa de criança” e com enorme sacrifício comprou-me um piano BRASIL, que até hoje me acompanha.
2. Formação
Minha formação musical deu-se da seguinte forma:
1º Depois de quatro anos de estudo do piano com Dona Ilíria Serato, prestei as provas do exame de classificação para ingressar no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. A essa altura, já havia criado quase uma centena de pequenas peças para piano, entre elas uma série de Variações sobre um tema da Sonata “Primavera” (para violino e piano) de Beethoven.
2º Após as provas fui classificado para o 8º ano do Curso de Piano, pois, segundo o Regulamento do Estabelecimento, o aluno teria que cursar, obrigatoriamente, os dois últimos anos do curso.
Ao término da primeira aula de harmonia, resolvi mostrar ao Maestro João Sépe as minhas “Variações”. Foi a maior bobagem que eu poderia ter feito. O velho e saudoso professor ficou tão entusiasmado com as variações que acabou me liberando das suas aulas e assim, conclui o curso sem aprender nada de Harmonia.
3º Até então, minha intenção era a de seguir a carreira de “virtuose” do piano, no entanto continuei a “compor” e logo diversos colegas de curso passaram a ser “meus interpretes”. Posso citar entre os mais constantes o saudoso Luiz Gonzaga de Oliveira, o Breno Braga, o Ackiller Omae, o Pérsio Moreira da Rocha, entre outros.
No próprio Conservatório vim a conhecer aquela que depois se tornou minha noiva e logo depois minha mulher, a também pianista Dina Irene Mazzucato.
Ao término do curso - que ela conclui um ano antes, pois, quando ingressei ela já cursava o último ano - a mesma resolveu inscrever-se no Curso de Formação de Professores de Canto Orfeônico e eu para não a perder de vista segui o mesmo caminho. Devo confessar que não tinha nenhum interesse por esse curso, tanto que me inscrevi para participar do “Concurso de Piano Schwartzmann” que no ano anterior havia premiado a pianista Eny da Rocha. Ao final do concurso, do qual fui finalista, apenas eu e Gilberto Tinetti não fomos premiados.
Embora tenha continuado a me apresentar em recitais, audições e apresentações como pianista-compositor já que pertencia às: Associação Paulista de Jovens Compositores e Associação Brasileira de Jovens Compositores eu não abandonei o piano e continuei a frequentar o Curso de Canto Orfeônico, acabando por me tornar em um adepto fervoroso desse processo de educação musical criado pelo inigualável gênio de Heitor Villa-Lobos.
Foi durante esse curso que a minha vida artística deu uma volta inesperada. Um colega de classe que redigia o jornalzinho do Curso intitulado “O Orfeonista”, aproveitando-se de um intervalo de aulas, quando sai para tomar um café no barzinho da esquina, copiou um manuscrito, ainda em fase de criação, portanto não terminado, de uma Ave Maria que eu estava escrevendo para coro, e publicou-o no referido jornal. Um dos exemplares foi cair nas mãos do crítico do Diário de São Paulo, o conhecido Hans Joachim Koellreutter, adversário declarado da orientação estética de Camargo Guarnieri. Koellreutter escreve então uma crítica violenta contra o Canto Orfeônico, contra o Curso de C.O. e termina sugerindo ao editor do jornal para deixar de publicar “musiquinhas diletantes e ridículas como aquela Ave Maria do senhor Sérgio de Vasconcellos Corrêa”. Era o que estava faltando para eu abandonar o piano e ir à procura do Maestro Camargo Guarnieri, com quem iniciei meus estudos formais de composição em 1956.
Até hoje agradeço a Deus por essa crítica que, aparentemente maldosa, colocou-me no bom caminho.
4º Estudei com Guarnieri de 1956 a 1968, sem contar períodos como o espaço de quase um ano em que estive em Santo Anastácio, quando ingressei no Magistério Oficial do Estado de São Paulo como professor Efetivo de Canto Orfeônico e outros por motivos os mais diversos.
Antes, porém, de procurar Camargo Guarnieri estudei Harmonia e Contraponto com o Maestro Martin Braunwieser, um dos mais completos músicos que encontrei durante a minha caminhada. Ao ser aceito por Guarnieri, por imposição dele, tive um breve período (dois meses) de verificação de conhecimentos de harmonia e contraponto com Oswaldo Lacerda.
3. Atuação.
Minha atuação deu-se em várias frentes, a saber:
a) Pianista.
b) Professor de Canto Orfeônico.
c) Professor de Contraponto e de Harmonia.
d) Regente Coral.
e) Jornalista (Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo), neste último com o pseudônimo de José Guilherme.
f) Professor de Educação Musical (2 anos) em Curso promovido pelo Serviço de Ensino de Formação pelo Rádio e Televisão (SEFORT) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
g) Professor de Educação Musical na Escola de Demonstração da Cidade Universitária (USP).
h) Professor de Educação Musical do Ginásio Estadual Vocacional “Dr. Oswaldo Aranha”, n Capital.
i) Coordenador do Ensino Musical dos Ginásios Estaduais Pluricurriculares Experimentais (GEPES) da Lapa.
j) Regente Sinfônico diversas vezes convidado pelo Maestro Eleazar de Carvalho para reger obra de sua própria autoria frente à OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo).
k) Assistente do referido Mto. Eleazar de Carvalho, no Curso para Regentes de Orquestra, ministrado no Forte das Artes (SP).
l) Escritor, Poeta e pintor.
4. Prêmios Recebidos
4.1. Finalista no “3. Concurso de Piano “SCHARTZMANN”, realizado em São Paulo, em comemoração ao “IV Centenário da Cidade de São Paulo” promovido pela fabrica de pianos “Schartzmann”, no ano de 1954”. O Júri foi constituído pelos pianistas Antonietta Rudge e Souza Lima, pelos compositores Francisco Mignone e Camargo Guarnieri e pelo Maestro Armando Belardi (1954)
4.2. 3. Lugar no “Concurso para Pianista da Orquestra da PRF-3 TV Tupi de São Paulo”, promovido pelas Emissoras Associadas de São Paulo (Tupi / Difusora / PRF-3 TV), no ano de 1955. A escolha foi feita pelo Maestro George Henri. (1955)
4.3. 5.º Prêmio “Pelo desempenho como aluno do “Conservatório Paulista de Canto Orfeônico”, comunicado através de Cartão assinado pelo Mastro João Baptista Julião”. (1955)
4.4 1.º Lugar no “Concurso de Títulos e Provas para Ingresso no Magistério Publico Oficial de São Paulo”, na disciplina de “Canto Orfeônico” (QE-PP-II Padrão M) Lotado inicialmente no Ginásio Estadual de Santo Anastácio (março de 1960) (1959)
4.5 1.º Lugar no “Concurso de Seleção” para a escolha de professores destinado a compor o Corpo Docente do Ginásio Estadual Vocacional “Osvaldo Aranha”, da Secretaria da Educação do Gov. do Estado de São Paulo (1960)
4.6 Menção Honrosa no Concurso "A Canção Brasileira - de 1961", realizado pela Rádio Ministério da Educação e Cultura do Rio de Janeiro, com a canção "Chora Mané, não Chora". O Júri foi integrado pelo poeta Manuel Bandeira, pelos compositores Fructuoso Viana e Guerra- Peixe, pelo critico Octavio Bevilacqua e pelo Maestro Alceo Bocchino. (1961)
4.7 1.º Lugar no Concurso para a escolha de Docentes do SEFORT (Serviço de Ensino e Formação pelo Rádio e Televisão) da Secretaria da Educação do Governo do Estado de São Paulo (1961) – Projeto pioneiro de ensino de música pela TV. (1961)
4.8. 2.º Prêmio no “Concurso Nacional de Composição” promovido e patrocinado pela Secretaria da Educação e Cultura do Município de São Paulo, com a “Suíte Piratiningana” (para orquestra). O Júri foi integrado pelos Maestros Edoardo de Guarnieri, Martin Braunwieser, Roberto Schnorrenberg, pela compositora Dinorá de Carvalho e pelo organista Ângelo Camin. (1962)
4.9. 2.º Prêmio no “Concurso de Composição de Obras Sinfônicas” promovido pela Rádio Ministério da Educação e Cultura (Rádio MEC) do Rio de Janeiro em 1962, com a "Suíte Piratiningana" para orquestra[1]. O Júri foi composto pelos Maestros Francisco Mignone, Alceo Bocchino, e Isaac Karabtchevsky. (1962)
4.10. 3.º Prêmio no “Concurso Nacional de Composição” organizado pelo Centro de Estudos de Musica Brasileira , do Diretório Acadêmico “José Mauricio Nunes Garcia” da Escola de Musica da UFRJ [2] com a obra “Introdução e Choros” para piano. Estiveram na Banca Julgadora os compositores Francisco Mignone e Fructoso Viana, o Maestro Henrique Morelenbaum, e os Srs. Hélcio Benevides Soares e Domingos Raimundo. (1963)
4.11. 1.º Lugar no “Concurso de Títulos e Provas”, promovido pelo Serviço de Ensino e Formação pelo Radio e Televisão (SEFORT) da Secretaria de Estado dos Negócios da Educação, para ministrar aulas de Educação Musical nos “Cursos pela Televisão Escolar”, na época TV Cultura –Diários Associados (1963)
4.12. 2.º Prêmio no “Concurso para Conjuntos Corais”, promovido pelo Departamento Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo, dirigindo o “Orfeão Feminino de Câmara” do Conservatório Musical “Gomes Cardim” (SP). A Banca Examinadora foi constituída pelos Maestros : Eduardo de Guarnieri, Souza Lima, Miguel Arquerons, Sixto Mechetti, Leon Kaniefsky, Roberto Schnorrenberg, Martin Braunwieser e Arthur Kaufman (1964)
4.13. Menção Honrosa em 17-10-1967, dirigindo o "Madrigal Feminino de Câmara" do Conservatório Musical "Gomes Cardim", no "Concurso Cláudio Monteverdi", comemorativo do IV centenário do célebre compositor italiano, promovido pelo Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro (SP) quando obteve "Menção Honrosa" ficando, de acordo com as notas do Júri, apenas quatro décimos abaixo do 1.º colocado. (1967)
4.14. Semifinalista do “Festival Nacional de Musica Popular” promovido pela TV-Excelsior de São Paulo (Canal 9) realizado no Teatro de Cultura Artística, com a canção “Eu Cantador” (letra e musica)(1968)
4.15. Semifinalista do “I Festival de Musica da Guanabara”, promovido pela Secretaria da Educação e Cultura Departamento de Cultura e Museu da Imagem e do Som do Governo do Estado da Guanabara (Rio de Janeiro), com o “Concertino para Piano e Orquestra” (1969).
4.16. 1.º Prêmio (Prêmio do Público) no “Concurso Musica Nova”, instituído pelo “Goethe Institut” (SP), realizado no dia 30-10-1969, após Recital do pianista Paulo Affonso de Moura Ferreira, quando o publico escolheu - por meio de votação - a “Melhor Obra do Recital”. A obra apresentada foi “Contrastes” para piano. (1969)
4.17. Troféu - “Musico Erudito do Ano”, conferido pelo Conselho Regional de São Paulo da Ordem dos Músicos do Brasil.(1970)
4.18. “Obra selecionada” para o “II Festival de Música da Guanabara” “Concertante para percussão, orquestra e fita magnética”. (1970)
4.19. Menção Honrosa no “Concurso Nacional de Composição Musical do Estado da Guanabara”, realizado pelo Conselho Nacional de Cultura da Secretaria de Cultura / Desportos e Turismo do Governo da Guanabara, com a obra “Concertino para Trompete e Orquestra”. (1973)
4.20. Prêmio APCA ”Melhor Obra de Câmara de 1973”, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, para o “TRIO” (violino, violoncelo e piano) (1973)
4.21. Troféu “Educador e Compositor”, oferecido pela Direção do “Conservatório Musical Paulistano” em reconhecimento pelas atividades desenvolvidas no campo pedagógico e artístico (1973
4.22. Prêmio Especial - Conferido pela APCA pela “Quantidade e Qualidade das Obras apresentadas durante o Ano” (1974)
4.23. 1.º Prêmio na “X Olimpíada Infanto-Juvenil da Cidade de São Paulo”, promovida pela Divisão de Promoções Esportivas e Educacionais da Prefeitura de São Paulo, quando conquistou a 1.ª classificação, obtendo um total de 96 pontos, dos 100 dados pelo Júri, dirigindo o “CoralAshcar” do Ginásio Estadual “Prof.Alfredo Ashcar” (atual EEPG César Martinez) (1975)
4.24. 1.º Prêmio "Prêmio Governador do Estado de São Paulo, de Música", em Concurso instituído pela Câmara de Artes, do Conselho Estadual de Cultura, da Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo do Governo do Estado de São Paulo, com o "Concertino para Trompete e Orquestra" (1975)
4.25. 1.º Lugar na “Prova de Seleção para preenchimento de vaga de Função Docente” na Faculdade de Musica “Maestro Julião” (atual Departamento de Musica do Instituto de Artes da UNESP) conforme D.O. de 01-04-1975, para a Disciplina de “Percepção e Comunicação (nota = 9,3)(1975)
4.26. 1.º Lugar na “Prova de Seleção para preenchimento de vaga de Função Docente” na Faculdade de Musica “Maestro Julião” (atual Departamento de Musica do Instituto de Artes da UNESP) conforme D.O. de 01-04-1975, para a Disciplina “Estrutura da Linguagem Musical” (nota = 9,5) (1975)
4.27. 1.º Lugar na “Prova de Seleção para preenchimento de vaga de Função Docente” na Faculdade de Musica “Maestro Julião” (atual Departamento de Musica do Instituto de Artes da UNESP conforme D.O. de 01-04-1975 para a disciplina de “Técnicas de Expressão Vocal” (nota = 9,5) (1975)
4.28. “Obra Selecionada” para a “I Bienal de Música Brasileira Contemporânea” Concertino para trompete e orquestra, apresentado em 12-10-1975, por
Gilberto Siqueira e Orq. Sinf. Nacional da Rádio MEC sob a regência do Mto. Alceu Bocchino) (1975)
4.29. “Obra Selecionada para a II Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ) realizada na Sala “Cecília Meireles” (RJ) SONATINA para violão, por Paulo Porto Alegre em 19-10-1977.
4.30. Prêmio APCA "Melhor Obra Sinfônica de 1978" conferido ao “Prelúdio e Cena I” da opera "Retábulo de Santa Joana Carolina"[3] pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) (1978)
4.31. “Obra Selecionada para a III Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ), POTYRON apresentada em 18-10-1979 Sala “Cecília Meireles” (RJ) por Fernando Lopes e o Grupo de Percussão AGORA.(1979)
4.32. “Obra Escolhida” para o “Panorama da Música Brasileira Atual” realizado no Rio e Janeiro em 1981, TOCATINA, apresentada pelo pianista Heitor Alimonda em 25-05-1981. (1981)
4.33. “Obra Selecionada para a IV Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ),
“Concerto para piano e orquestra”, apresentado em 24-10-1981, na Sala “Cecília Meireles”, por Gilberto Tinetti e Orquestra Sinfônica Brasileira dirigida pelo Mto. Roberto Duarte. (1981)
4.34. Prêmio APCA "Melhor Obra Sinfônica de 1981", conferido ao "Concerto para piano e orquestra" pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) (1981)
4.35. 8.º Prêmio no “Concurso Nacional de Arranjos Corais de Música Folclórica Brasileira”, promovido pelo INM / FUNARTE (Instituto Nacional de Musica da Fundação Nacional de Arte), com o coral “Anda a Roda”, para coro misto a capela. (1983).
4.36. Menção Honrosa no “Concurso Nacional de Arranjos Corais de Música Folclórica Brasileira”, promovido pelo INM/FUNARTE (Instituto Nacional de Musica da Fundação Nacional de Arte) com o coral “Dai-me Licença”, para coro misto a capela.(1983)
4.37. “Obra Selecionada para a V Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ),
“O Retábulo de Santa Joana Carolina” (Prelúdio e Cena I). A obra que seria dirigida pelo Mto. Claudio Santoro não foi apresentado, (o motivo não especificado). (1983)
4.38. “Obra Selecionada para a VI Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ),
“TRIO” para violino, violoncelo e pianão, presentado em 09-11-1985, na Sala “Cecília Meireles”, por Tania Camargo Guarnieri (violino), Robert Suetholz (violoncelo) e Laís de Souza Brasil (piano) (1985)
4.39. “Obra selecionada para VII- Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ) MOACARETÁ para quarteto de flautas-doces, interpretada por Helder Parente, Rui Wanderley, Brigita Grundig e Vera Ranewski em 07-11-1987 na Sala Cecília Meireles.(1987)
4.40. É Eleito para a Cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Música
4.41. 1.º “Prêmio” pelo Álbum de “30 Peças Fáceis para Piano” atribuído pela “Comissão Julgadora” e encaminhada à Diretoria de Publicações da FUNDUNESP – Editora da UNESP - pela Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa da Universidade Estadual Paulista, com um total de 350 pontos. A obra jamais foi publicada, sendo substituída por livros de orientação político-ideológica. (ano?)
4.42. “Obra Selecionada para a X Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ)
alegação de que o material da orquestra chegou com atraso. (1993)
4.43. “Obra Selecionada para a XI Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ) “Concerto do Agreste” para violão e orquestra, apresentada no dia 26-11-1995 por Ângela Muner (violão) e a Orquestra Sinfônica Nacional sob a regência do Mto. André Cardoso. (1995)
4.44. “Finalista” - Um dos seis finalistas do “I Concurso Nacional de Composição “Cidade do Rio de Janeiro” com a canção “Louvação” para canto e piano”. (1995)
4.45. “Concessão por Unanimidade” do título de “Doutor” por defesa de tese perante Banca Examinadora constituída pelo Maestro Eleazar de Carvalho (Presidente), Professor Dr. Roger Cotte, Prof. Dr. Heitor Alimonda, Prof. Dr. Attilio Mastrogiovanni e Professor Dr. Osvaldo Accursi .(1997)
4.46. “Obra Selecionada para a XIII Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ) “O Retábulo de Santa Joana Carolina” (Prelúdio e Cena I), apresentada em 27-10-1999 pela Orquestra Sinfônica Nacional sob a regência do Mto. Lutero Rodrigues. (1999)
4.47. “Prêmio APCA para a Melhor Obra Sinfônica de 1999“, conferido à SINFONIA nº 1 escrita por encomenda da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí (1999) e apresentada pelo referido grupo sob a regência do Mto. Dario Sotelo. (1999)
4.48. “Obra Selecionada para a XIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea” (RJ) “Sete anos de Pastor” (sobre texto poético de L.V. de Camões) apresentada 30-10-2001 por Ricardo Tuttman (canto), Antônio Augusto (trompa) e Luiz Henrique Senise (piano) (2001)
4.49. “Obras Selecionadas para a XV Bienal de Música Brasileira Contemporânea”
(RJ) ESTUDOS nº4, nº5 para violão e nº6 (Estudos Gêmeos) para dois violões, apresentados na Sala “Cecília Meireles” no dia 13-11-2003, por Maria de Jesus Haro (Estudo nº4), Nicolas de Souza Barros (Estudo nº 5) e os mesmos interpretes, a dois violões o Estudo nº 6.(2003)
4.50. Prêmio da ACADEMIA DE HISTÓRIA de São Paulo pelo Hino dos Bandeirantes sobre texto poético de Guilherme de Almeida (2007)
Prêmios Literários
4.51 Classificado entre os dez finalistas do “2º. Concurso Aberto de Poesias do Guarujá” promovido pela Secretaria de Turismo e Cultura do Guarujá – entre um total de 90 inscritos. (2003)
4.52 1º. Prêmio no “2º. Concurso de Poesia da Baixada Santista” com a poesia “Meu Campo é de Asfalto”. (2003)
4.53 2º Prêmio e “Duas Menções Honrosas” no Concurso “Pérolas da Poesia”, promovido pela Secretaria de Cultura da Prefeitura do Guarujá, com o poema “Sou Assim”. (2006)
4.54 2º Prêmio no Concurso “Pérolas da Literatura”, promovido pela Secretaria de Cultura da Prefeitura do Guarujá na Categoria Crônica (adultos)(2012)
4.55 Premiado no “Concurso Internacional CONTEMPORÂNEA de Literatura-2019” promovido pela CONTEMPORÂNEA-Projetos Culturais-Santos/SP-Brasil, entre 500 (quinhentos concorrentes de diversos países, vencido por dois poetas portugueses. Recebeu como prêmio “Medalha” de finalista e teve o seu poema “Minha terra sem palmeiras” publicado, juntamente com os demais dezenove classificados. (2019)
5. Quantidade de Obras Compostas
Fica difícil em enumerar o total de obras compostas pelas seguintes razões:
a) O registro que tenho contém todas as obras trabalhadas desde 31 de agosto de 1948 até os dias atuais.
b) Quando digo “obras trabalhadas”, não estou me referindo às “obras concluídas”.
c) Mesmo entre as “obras concluídas”, muitas não ficaram do meu agrado e, portanto, não as considero dignas de constar em um Catálogo de Obras Significativo.
d) O que posso dizer é que, aproximadamente, trabalhei em perto de oitocentas obras, mas que considero dignas de ficarem registradas no Catálogo apenas umas “quinhentas” ou “seiscentas”. Os demais rascunhos ficam à espera de serem retrabalhados ou esquecidos.

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